terça-feira, 4 de fevereiro de 2020

Marco Aurélio


Reverencio sempre a assistente social que insistia em saber quem era a terapeuta (seria o terapeuta?) que me atendia, e que me deixava “tão calma”... Quando desistiu de receber como resposta “não tenho nem tive terapeuta”, ela disse: “Quando precisar, procure meu colega de turma Marco Aurélio Bilibio, que está te esperando...”
Muito tempo depois, o próprio Marco me telefonou: “Então: você não vem não?”
Fui, afinal. Era a casa dele. Lembro de uma sala grande, de um tapete branco...De
 um anel perdido... E de longos silêncios...
E das meninas na Sociedade Teosófica, meus Pais assistindo elas comerem sal, as espadas do Bem... Corte do Rei Arthur... Mais tarde a Ana=filha foi a uma oficina com ele, em que ele exercitava o método “focusing” – focalização.

Reeencontrei o Marco Aurélio nos tempos do CET, ele fazendo Doutorado no CDS, sobre Eco-Psicologia, com orientação do professor Othon Leonardos. A tese se chamava  “De frente para o espelho: ecopsicologia e sustentabilidade.

Depois o vi várias vezes por aí, mas não cheguei a falar com ele.

Ontem fui vê-lo especialmente, numa palestra (Encontrando paz na era da incerteza”) do Mogauma/Movimento Global de Autoconhecimento e de Mútua Ajuda. Surpresa: ele me reconheceu, mesmo depois de tantos anos, e sabia que a Ana é minha filha...

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