Reverencio sempre a assistente social que insistia em saber quem
era a terapeuta (seria o terapeuta?) que me atendia, e que me deixava “tão calma”...
Quando desistiu de receber como resposta “não tenho nem tive terapeuta”, ela
disse: “Quando precisar, procure meu colega de turma Marco Aurélio Bilibio, que
está te esperando...”
Muito tempo depois, o próprio Marco me telefonou: “Então:
você não vem não?”
Fui, afinal. Era a casa dele. Lembro de uma sala grande, de
um tapete branco...De
um anel perdido... E de
longos silêncios...
E das meninas na Sociedade Teosófica, meus Pais assistindo
elas comerem sal, as espadas do Bem... Corte do Rei Arthur... Mais tarde a
Ana=filha foi a uma oficina com ele, em que ele exercitava o método “focusing” –
focalização.
Reeencontrei o Marco Aurélio nos tempos do CET, ele fazendo Doutorado no CDS, sobre Eco-Psicologia, com orientação do professor Othon Leonardos. A tese se chamava “De frente para o espelho: ecopsicologia e sustentabilidade”.
Depois o vi várias vezes por aí, mas não cheguei a falar com ele.
Ontem
fui vê-lo especialmente, numa palestra (“Encontrando paz na era da
incerteza”) do Mogauma/Movimento Global de Autoconhecimento e de Mútua
Ajuda. Surpresa: ele me reconheceu, mesmo depois de tantos anos, e sabia que a
Ana é minha filha...
Nenhum comentário:
Postar um comentário