domingo, 22 de março de 2020

o caso eu conto como o caso foi


“o caso eu conto como caso foi.
ladrão é ladrão, boi é boi”
Introdução dos livros de Paulo, reproduzindo folklore nordestino.

Assim começam os livros de Paulo Cavalcanti.
Ontem liguei para Magnólia (filha de Paulo e Ofélia) para saber de Ofélia/Felinha.
Lembrava que dia 14 de outubro era aniversário dela. Ia completar 102 anos...
Ela-Ofélia se foi da vida em junho... (Paulo eu não me lembro, lembro que o aniversário era no dia 25 de maio, mas sei que eu estava lá... E que Paulo falava de Abelardo da Hora e de Pelópidas Silveira... E chorava...)
Lembro também de um dia em que fomos, Délio e eu, ver Felinha. “Será o impossível !?!”, disse ela, assustada e feliz com a surpresa. Ela passava rapidinho por aquelas janelas, que conhecíamos tão bem, como se procurasse algo – a chave da porta?
Ela-Felinha tinha feito noventa anos, e me deu uma lembrança que Moema – a filha designer, que mora em São Paulo - tinha preparado não para os noventa, talvez para os oitenta. Bonita, afetuosa, com a reprodução de uma carta de Ofélia para Paulo.
Fotografei ela e Délio.
Felinha bordava e costurava e também me deu, nessa ocasião, uma blusa e uma saia. E me contou audácias dela à frente de mulheres (como mulher, não como mulher de Paulo) que eu achava que deviam constar de Memórias da Comissão de Anistia, que queria entrevistá-la...
E falava de Paulo, de suas não conhecidas aventuras - “Coisas de homem que nunca viu a mulher ’dele’ ter um filho...” E eram – são – três: Magnólia, Moema e Carlos.
Foi bom saber que eles – Ofélia e Paulo - gostavam muito de Délio. E de mim também, que honra!

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